quinta-feira, 12 de julho de 2007

AO MEU ESTILO, das velhas e boas

Vamos lá eentão...infelizmente o resto do dia não foi tão bom q me segurasse o bom humor, agora ao inferno...resgatei essa pq acho q combina com o blog, escrevi um dia q eu tava muito irritado!

Passei as últimas doze horas vociferando
Falando em voz alta
Falando em vão
Falando para alguém que só eu via
E que não me ouvia
Não me dava atenção
E o tempo todo
Permaneci indiferente
Ao carrro que me deu um banho
A toda fumaça que respirei do ônibus

A comida com estricnina que recebi
Na campanha da patrulha da alimentação dos pobres
Essas católicas que matam
E aparecem como mães dos mendigos
Em páginas sociais...mas como disse, nada como a indiferença
Salvei-me não comendo...e salvei outros seres vivos mais, lombriga!

Não me importa que não exista
Alguém para quem eu falei
E xinguei, reclamei
Nada é tão abstrato
Que não possa ouvir uns bons palavrões!

E eu olho para as coisas que ficaram na mesa
(não há mesa nenhuma, eu juro que não há)
Restaram queijos, sacos vazios, furados, molhados...
Ah o sexo...

Mas quem quer saber de mim
Um homem sujo
Um homem bêbado

Você vai me encontrar logo adiante
Mas não como antes
Voou estar num canto, mijado
Procurando numa garrafa uma ilusão
Desesperado

Gritando coisas contra quem?
Olhando para onde?

Estamos aqui quietos
Esperando
Mas que ardil o dono do bar
Quanta arrogância
Não percebe as belas formas
Dos cacos de vidro verde
Que ferem mais sua visão
Do que minha cabeça cravejada

Daqui eu vou para o único lugar onde posso ir
Que é o único que pode me receber...
Eu um homem feio
Eu que passei a entender esse mundo
Eu que sou mais ciberpunk
Quando vejo um calendário.
EU VOU À MERDA