quarta-feira, 3 de outubro de 2007

"HA ALGO DE PODRE NO REINO DO ROCK” OU “A MINHA VIDA EH O ROCK’N’ROLL”

Contarei hoje, aqui nesse espaço, um pouco sobre a minha relação com um dos meus assuntos preferidos o rock.


1984 -1990: O PASSADO
Da minha primeira infância guardo recordações básicas que me levaram ao interesse pela música. Lembro-me de minha mãe ao violão tocando canções dos Almôndegas, Kleiton e Kledir e a famosa música “Disparada” do Geraldo Vandré. Nem tudo eram flores na verdade, como toda criança já bitolada desde o inicio, era louco pela Xuxa, Sérgio Malandro, Mara Maravilha, Angélica e seus discos. Naturalmente isso rodava nos toca-discos lá em casa. Mas não era só isso quando chegou junho de 1989/1990 alguma coisa começou a mudar, eu me apaixonara pela canção “Noite de São João” do K&K, ao mesmo tempo em que em casa chegava um disco com as canções da copa de 1990, a essa altura eu achava que estava mesmo descobrindo o mundo da música... logo quando os vinis davam seus últimos suspiros antes da chegada dos CDs.

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1991 -1993: DO POP AO ROCK
Eu acabava de entrar no colégio, eu trocava aos poucos uma vida descompromissada e nada social pela convivência com colegas bem diferentes das pessoas que eu estava acostumado. Quando eu passava pelo centro de São Leopoldo, via os discos cederem seu espaço aos CDs, e foi nessa época, com essa nova tecnologia que passei pelo laboratório de experiências que definiu o rumo que eu seguiria. Enquanto na escola muitos amigos ainda vinham na onda da Xuxa e outros “astros musicais da televisão”, eu e outra turma começávamos a nos interessar pela música mais do que pelos videogames por exemplo. Em casa meu pai aparecia com discos de bolero, tango, música clássica, Simone, Alcione, Robertão e etc. um desses estilos voltaria a fazer parte da minha formação cultural musical, mas enfim talvez ainda não fosse o momento, e eu sabia que aquelas músicas definitivamente não eram minha praia... Mas...um dia apareceram em casa dois CDs muito interessantes. A trilha da novela Barriga de Aluguel e um tal de Dogs Mastermixes, uma espécie de continuação do Jive Bunny me parecia, eu estava interessado no cachorro e no coelho das respectivas capas, q afinal de contas foi o q me levaram a ouvi-los (sim já apostei em discos pela capa tão somente). No cd da novela existia uma musica que viciei “Feira de Acari”, cantei até cansar... quando finalmente cansei, pensei, se eu cansei é por que talvez não fosse realmente bom...q radical eu...virei para um lado e minha mãe escutava Eric Clapton e Faith No More e eu pensava...eca não entendo nada do q cantam...e olhei para o outro e vi meu irmão mais velho com um cd novinho com a capa toda preta. Resolvi investigar... foi quando o rock me seduziu, com Enter Sandman, não demorou três dias para q Guns’n’Roses com o clipe “November Rain”, Iron Maiden com “The Number Of The Beast”, “Fear Of The Dark” e outros clássicos, Metallica com o álbum preto, Sepultura com Chãos A.D e Arise, se tornassem as únicas 4 bandas do mundo para mim, e me fizessem desprezar pra sempre e me envergonhar do meu primeiro cd...a trilha da novela Explode Coração com a musica “Estoy Enamorado” todavia aparecia ali meus primeiros traços de interesse pela musica latina. Em meio a tudo isso acredite passei batido por Nirvana, Pearl Jam, Mudhoney e cia...

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1994-1996: BROCK
Viciado nas minhas quatro bandas, cheguei aos meus 10 anos de idade... naquela época eu só pensava o q eu estaria fazendo no ano 2000... E naquela época comecei a me interessar pelas minhas coleguinhas, que eu não sabia por que não queriam nada comigo, até q um dia uma me revelou: Como vou ficar contigo? Tu até é legal, mas tu és feio, sujinho e estas sempre vestido errado... SUJINHO E VESTIDO ERRADO.

Eu nunca tinha notado, mas ela estava certa em parte... não na crueldade com que me deu a pedrada, mas tinha razão eu fazia tudo sem lembrar q seu pulasse no barro me sujaria, q se eu pulasse de uma janela e quebrasse vidraças minhas roupas rasgariam, q se eu jogasse bola na chuva no intervalo eu voltaria imundo para a sala de aula, e q se eu não lavasse as mãos, naturalmente meus cadernos branquinhos ficariam imundos...entendi também por que de 1991 a 1993, a tia Regina, a tia Inês e a tia Dóris marcavam no meu boletim q eu não era “caprichoso”...ok alguma coisa tinha q mudar...toda essa introdução foi pra mostrar o impacto daquele 1994...onde fiz uma festa de aniversário maravilhosa, onde o Brasil foi tetra, onde descobri uma música na radio chamada “Faroeste Caboclo”... O Bruno, meu irmão, insistia em cantar essa música o tempo inteiro, lembrando q não errava nunca a letra, na esteira cantava também versos do Gabriel Pensador e dos Racionais Mc’s. Bom, pensava eu, gostei dessa tal de Legião Urbana, vamos ver se eles têm mais coisas q me interessem. Ali comecei minha coleção de CDs, com um exemplar de Legião Urbana 2. Se na escola eu descobria minhas primeiras paixões, escutando a Legião. Em casa eu tentava entender o q acontecia comigo... Com “Eduardo e Mônica”, “Daniel na Cova dos Leões”, “Índios”, “Depois do Começo”, “Eu Sei”, “A Fonte”, “Vamos Fazer um Filme” e outras tão cotadas quanto... Descobrindo o mundo da Legião eu tinha um assunto q não fosse futebol, videogame e natureza para falar com as outras pessoas... Eu já tinha também alguma lábia pra conversar com as meninas... Mas então, certa vez em São Gabriel, descobri que meu tio Baltazar (Caco) também era um fã inveterado da Legião, e depois de algumas madrugadas com os primos, irmãos e esse tio, escutando os CDs, falando sobre alienígenas e toda sorte de maluquices acabei conhecendo Kid Abelha e Engenheiros do Hawaii. A segunda banda claro me trouxe os ouvidos de volta para o Rio Grande do Sul, e com minha pequena bagagem cultural, limitada aos romances da Vagalume que eu lia afoitamente, jornais e revistas de rock como a inesquecível Top Rock, eu vi q talvez um dia eu pudesse vir a escrever também... mas ai é outro assunto... Então, contextualizando, eu entrava na pré-adolescência escutando Legião, Engenheiros, Gabriel Pensador, Racionais e aos poucos me afastava do peso do metal e do hard rock. Depois dessa fase das descobertas, cheguei ao grande verão da minha vida, 96/97 em Capão Novo/Gramado, eu tinha pegado recuperação no colégio, era um dos “excluídos”, mas cheguei naquela praia q eu conhecia pouco, e aos poucos fui conhecendo o pessoal do condomínio, jogando bola virei o craque do time do condomínio (foi a única vez q fui craque de um time) então até massagem as gurias me faziam, e a noite... bem, eu não ficava mais em casa, nos reuníamos na casa de alguém ou na beira da praia, para cantar Legião...e dessa banda eu sabia todas as letras...

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1997 – 1998: My Name Is Lúcifer
Esses anos merecem um destaque especial, vim bem feliz das férias e cheguei na escola e vi q eu ainda era o mesmo, e que tinha principalmente algo faltando...fé e amigos talvez...Eu estava cansado de como as coisas funcionavam e da minha vidinha simples, confortável e pacata, que todo mundo gostaria de ter. Certo dia o pai comprou por 5 pilas, um cd de um tal de Raul Seixas, numa promoção da Zero-Hora, empresa q eu criticava mais que o demônio... Na promoção ainda, meu pai comprara Gal Costa e Chico Buarque. Mas acontece q ouvindo Raulzito, comecei a ter respostas para todas as perguntas q não me foram respondidas na catequese, ele me parecia um cara em quem eu podia confiar, não deu outra virei devoto. Enquanto a Legião e o resto do brock ficavam de lado, eu sedimentava meu gosto pelo rock dos anos 70. Em casa o Bruno não parava de chegar com novidades, e minha vida se tornava ouvir, The Who, Led Zeppelin, The Doors, Canned Heat, Jethro Tull, Pink Floyd... nacional pra mim só Raulzito. Enquanto eu adaptava meu comportamento e estudava a historia e os versos de Raul Seixas, eu me fissurava ao mesmo tempo na literatura universal. Raulzito então foi o primeiro caso de fé em minha vida, eu acreditava muito nele, eu ainda acredito, e sei q nas palavras dele sempre encontro um caminho ou uma provocação q me faça mudar de atitude. Se na escola com o amigo Rafael Salib e Mayana Redin, eu pirava ao som de “Magic Bus” do Who, “Going to Califórnia” do Led, “The End” e “Cristal Ship” do Doors, “Iron Man” do Sabbath, “Aqualung“ do Tull, “Brain Damage” do Floyd, “Turn! Turn! Turn!” do Byrds e muitas outras do Yardbirds, Cream (é aquele Clapton q eu não gostava q a mãe ouvia eu passei a adorar), Turtles, Steppenwolf, Yes e muitas outras mais...


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Em casa a coisa era diferente, a internet havia chegado, e eu já tinha ouvido Raulzito falar de um tal de Aleister Crowley, depois o Led e o Sabbath também falavam, Raul andava uma época com um tal de Paulo Coelho... em comum, essas pessoas com quem eles andavam tinham a relação com o demônio. O diabo q eu conhecia até então era aquele engraçadinho do Heavy Metal, mas Crowley e Paulo Coelho me mostraram outras coisas sobre ele, coisas interessantes, e eu melhorava nas notas no colégio, e me isolava, e ai de quem se atravessasse no meu caminho. Aprofundei-me no estudo de letras como “MIB” do Sabbath, “Mr. Crowley” do Ozzy, “Starway To Heaven” do Led, ouvia a lenda do blues Robert Johnson, e pesquisava sobre incidentes relacionados com o demo. Certo dia achei q tinha ido longe demais, eu estava paranoico nem percebi q eu já bebia e fazia outras coisas mais, tudo passou em branco e não foi aproveitado, pois eu só pensava em pentagramas. Nesse momento percebi q chegava a hora de rever novamente meus conceitos, e q o meu interesse era a música e não o satã, afinal... juntei todos meus disquetes e dei a um amigo q se interessava pela coisa e lhe desejei sorte na busca. Até onde o sei já passou dessa fase também e está bem obrigado.



1999-2001: A Vida Esta apenas Começando

Passada aquela fase confusa, comecei a realmente selecionar tudo e questionar, a rever algumas coisas... Entre elas os meus CDs da Legião q eu não ouvia fazia tempos foi lá q achei novamente a musica “Fábrica” e procurei entendê-la e comecei a ver q o mundo era um pouco maior... q tinha essa coisa de capitalismo, comunismo, trabalho, emprego, fome, moradia, impostos etc. q eu estudava num colégio particular, e q alguns comportamentos lá dentro não se adequavam com o senso de liberdade e respeito com q fui criado. No campo da música, descobri um tal de punk rock, eu em plena fase de explosão dos hormônios queria saber mais e dessa historia de agitar, gritar e reclamar.

O Raulzito era a verdade, o resto era minha diversão, então grudei os ouvidos numa banda... uma tal de Replicantes (voltarei a falar dela em outro contexto mais adiante), que xingava os surfistas calhordas (que eu identificava em muitos colegas hehehe, os q infelizmente pegavam as meninas q eu queria), ai foi dois toques pra me grudar em Ramones, Sex Pistols, Clash, Ira!, Inocentes, Offspring e todas as vertentes do ramo... a minha filosofia era, divirta-se você tem pouco tempo, se não deixarem? Reclame, brigue pelos seus direitos!!! Com a rebeldia a flor da pela comecei a escrever de verdade, musiquei algumas letras com o primo Igor, q saudades de vociferar “EU SOU APENAS UM” para a galera na praia e no outro dia ver a piazada cantando na frente dos pais q atônitos não sabiam onde os filhos tinham ouvido tal musica tão hedonista... ”Fada Teta de Espada”, “Adão Não Tem Umbigo”, “To Precisando Falar com Alguém”, todas compostas pela minha cabeça revoltada na época...Do meu lado a romântica Manu minha amiga pra todas horas e a Aline liam e criticavam minhas poesias e desenhos, me impulsionando a não parar. O Salib em sintonia com meu irmão mais velho me mostravam uns tais de Mutantes, Frank Jorge, Graforréia Xilarmonica, Zeca Baleiro, Beatles, Bob Dylan... fiquei com a primeira banda...Meus desenhos estouraram, eu via um mundo maluco. Fui o meu primeiro show em casa noturna para maiores com autorização, acompanhando meu irmão Bruno num show do Julio Reny com Egisto no Cult, e depois de fechar muita roda punk em shows do Wander e outros menos conhecidos, achava o q punk já era naquele momento... muita porra-louquice.

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Logo depois disso, vi q tinha passado um tempão de colégio q eu tava quase me formando, q o rock era coisa boa, mas dei uma olhada ao meu redor e o q pegava era o surf...e eu pensava...putz...como vou entrar nessa...magrão, rockeiro, boleiro, metido a cult...então fiz meu caminho de novo...meu irmão tinha me mostrado um dia um tal de Beach Boys q tinha um sonzinho mole e relaxante, eu achava q tinha mais a ver comigo nessa área do mundo surf do q o reggae e o q o acompanhava na época...então me fissurei em Beach Boys, Jan and Dean, Dick Dale, Trashman e Os Argonautas...Nessa época, era segundo/terceiro ano do ensino médio, parece q as mulheres voltavam a olhar pra mim de novo...de camisa floral todo santo dia acreditem...fiquei amigo dos grandes Junior, Bosi, Jeremias, Ismael, reforcei a amizade fina q já tinha com Nati, Pedro e Heurich...

E na viagem do final do terceiro ano, para Maresias e Rio de Janeiro, me senti forte com meu grupo de amigos quando me homenagearam tocando no luau em três violões (Jere, Junior e Heurich), “O Escafandrista do Asfalto” dos Argonautas banda q eu havia apresentado a eles. Na formatura do colégio eu ia colocar como minha trilha até o ultimo minuto do segundo tempo “Sapato 36” do Raul Seixas, mas para evitar mais confusões do q eu já havia arranjado nos últimos dois anos preferi outro tipo de polêmica, e botei o hino do meu clube do coração, o Internacional. Fui vaiado e aplaudido sob o som de “Celeiro de Ases”




2002-2004: Quando Bate É o Alarme de Um Louco Desejo

Terminada a escola, iniciados os curso de Letras na UFRGS e Publicidade na PUCRS, meu horizonte começava a se transformar totalmente.

Na universidade publica eu passava por segregação ao contrário da que eu passava na escola. Todavia conheci muiiiita gente bacana, e um tal de samba-rock. No verão daquele ano ainda, eu conheci uma porção de novos e grandes amigos até hoje como o Marceleza e através dele o Kiko. Na PUCRS eu me sentia a vontade, fazia o que eu queria e o pessoal parecia estar mais preocupado sempre em estar sabendo mais que o outro... isso de certa forma foi bastante positivo...entrei na briga e enquanto estive lá, procurei sempre ser o mais atualizado e sabe-tudo hehehe...descobri também que sou competitivo demais. No âmbito pessoal, todo dia me apaixonava por uma menina diferente então no meio do ano acabei firmando meu primeiro namoro. Aqui fui apresentado a minha nova banda favorita, The White Stripes. Um choque, logo eu q dizia em coro com o Bruno que o rock tinha chegado ao ápice em 72, voltei com tudo curioso pra descobrir o q mais estava acontecendo na musica atual e que eu podia estar perdendo. Sem deixar de lado é claro o rock original, fiz meu primeiro cartaz de show para a Voodoo Trio banda do Salib, sempre um deleite escuta-los tocar “Lagoa das Lontras” e “White Room”, com o Bruno eu continuava a busca a busca pelo rock também indo aos shows da Patrulha do Espaço, Mopho e escutando muito Velhas Virgens. Mas dividindo minha vida entre Porto Alegre - São Leopoldo acabava lendo muito no trem... até que ouvi falar no Lobão...aquele do “Me Chama”, tava criticando o jabá...e confusão é o que eu gosto né...entrei na A Vida é Doce, com a credencial de ter participação do Zeca Baleiro, que ouvi no cd da Gal Costa Acústico (Gal aquela que o pai comprara junto com meu primeiro Raul Seixas...) Gal q fez o cd q tem “Sebastiana” que eu gostava de escutar antes de dormir, logo q o Bruno comprou o cd em 2000 acho. Gal q eu trabalhei no show em 2004 já na Opus. Mas enfim toda aquela transição das universidades, primeira namorada, surf, novos amigos, velhos amigos... decidi que tinha q trabalhar...tava estressante viajar o tempo todo, não ter um puto no bolso, o Bruno não tava mais em casa e meu relacionamento com os irmãos mais novos não era dos melhores a época...Peguei um trampo de vendedor na Mormaii...lá era D2 o dia inteiro a tal da “Maldição do Samba”...tentei minhas bandas do colégio, mas o truque não deu certo dessa vez....acabei vencido...mas não pelo D2 a galera queria era Hardcore!!!
Então lembrei de umas fitas q havia gravado do Ismael certa vez, e dai era só o q eu escutava... Bad Religion, Rancid, NOFX, Operation Ivy e Offspring...Acabei trampando no show do Offspring e do Bad Religion ainda em 2004 e 2005.
(Na PUCRS também, abri os ouvidos para Elvis Presley após a intervenção do colega Tiago Ferrari, outro grande do rock eu nunca tinha prestado atenção)

Os horizontes estavam se abrindo na universidade labutando e descobrindo o Indie Porto Alegrense com os Gabardines, hoje Stratopumas...certa vez num ensaio deles acabei tocando violão com uns caras de terno tudo parecendo uns defuntos...uns tais de Cachorro Grande eu prometi q ia escutar o cd deles um dia...e escutei o Salib me mostrou, nas ultimas épocas em q eu ainda tinha contato frequente com esse bom amigo...Do lado dos companheiros de Sinodal o Junior deixando o reggae queria saber de eletrônica...o Bosi curtia um tal de Chemical Brothers, o Ismael também ia pra eletrônica, o Pedro escutando o bom e velho progressivo mas se interessando por um tal de rock industrial...duma banda q tínhamos visto alguns anos atrás no meu primeiro show de rock internacional, Kiss, mas a banda em questão era a de abertura, os alemães do Rammstein, o Heurich por sua vez cheio das dúvidas na cabeça, começava a dar atenção pro nacional...uns tais de Mundo Livre, Nação Zumbi, Chico Buarque. Numa grande fusão disso tudo... Cheguei a essa próxima fase.


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2005-2006: El sur de mi Corazon
Um dia me olhei no espelho e pensei, pô tá na hora de deixar esse cavanhaque e esse cabelo crescer, tá na hora do rock voltar a correr nessas veias.
E rock pra mim a essa altura, com tudo q aprendi com Raulzito e com tudo q vivi, era o q garantia q nos últimos 5 anos não tinham passado nenhum, pois o importante é como nos sentimos por dentro e eu me sentia rock!
Mas eu já não era tão radical as portas estavam abertas, eu mudei muito. O lance agora era Manu Chao, aquelas bandas q o Heurich gostava, uma pitada de eletrônica sob o comando do Junior... e eu decidi mergulhar. Um grande verão, durante o dia, Novos Baianos, Chico Buarque e anoitecia era a vez das Raves e do q fosse desde q bem bêbado! Vamos todos nos divertir mais! Bom q fase... na caninana tomando maracujina....


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Eu estava a essa época onde estou até hoje, na Opus, sei lá o q foi...destino talvez...me fez ir parar nesse mundos dos eventos, q me permitiu seguir conectado com a musica, e entrar cada vez mais nesse mundo q tanto me fascina...foi dois toques também pra eu descobrir um tal de myspace, e ver que o mundo da musica é mercado também além de cultura e prazer, é coisa séria, tem gente q vive disso. E é um mercado em constante mutação, como tudo na vida, era hora de me formar também. Se por um lado eu já não comprava mais tantos CDs, por outro eu ouvia em media 40 bandas diferentes por mês, e tornava meu ouvido cada dia mais afiado para diferenciar o q eu gosto do q eu não gosto. No campo pessoal, me apaixonei de novo, e abri um pouco meus olhos para alem do meu umbigo, como um Cristóvão Colombo, cheguei descobri a América! E me reconheci finalmente como antes de tudo um latino.
Alem é claro de finalmente ingressar na vida adulta.

E sigo até hoje desbravando tudo nesse sentido, e acabei vejam só resgatando, aquela musica q meu pai ouvia nos discos de vinil quando eu era uma simples criança, o TANGO.

Imerso na cultura latina, às vezes subia a cabeça para ver os novos rumos, e minha mãe me apresentando as bandas q ela descobria, eu ouvindo, adorando e copiando. Na opus sempre tendo q quebrar meus preconceitos, pois não podia dizer não pra Banda Calypso, mas sempre tem um Deep Purple pra me redimir hehehe. Na faculdade me enfiei de cabeça no trabalho de conclusão sobre os Rolling Stones, minha nova banda preferida junto com os Stripes, em comum??? O rock, e a publicidade andando de mãos dadas em ambas as bandas, eu rockeiro e publicitário não poderia estar mais satisfeito, e meu orientador... bem...Carlos Gerbase, ex-Replicantes (eu disse q eles voltariam), me formei contente ao som de “Not Fade Away”, e com sequencia de uma festa memorável com telão mostrando cenas do meu Inter campeão da Libertadores da América (vejam só como tudo se conecta eu e meu time dominávamos a América!!!), e do filme NED KELLY com Mick Jagger no papel principal. Nestes dois anos cresci mais q nos outros dez, talvez por ter montado durante minha infância uma boa base, talvez por ter encontrado as pessoas certas no caminho, talvez por andar sempre com paixão no coração e esperança de q há sempre algo novo nascendo!
Ainda nesse período tive o prazer de ver meu time campeão do mundo em 2006, em território uruguaio ao lado do amigo Marceleza, e ao lado da Paolita o show dos White Stripes em 2005 na capital portenha Buenos Aires!
(Gracias amigo Roberto por me apresentar: La Vela Puerca, La Renga, No Te Va Gustar, etc.)


2007: Mil Horas

Ficaram para trás a universidade, São Leopoldo, alguns amores, alguns amigos, o estagio, tantas lembranças, e uma trilha sonora de uma vida breve... eu aqui morrendo lentamente, deixando estar sem mais medo do futuro.
Confiante no futuro.
Esperançoso quanto a vida, e com vontade de lutar por ela, q no fim de tudo, eu tenha a mais bela coletânea, a mais perfeita trilha sonora. To seguindo de cabeça erguida... levando pancadas de um lado, me dando bem por outros, mas firme e forte. Alimentando-me de toda a música q me fez o q sou. Buscando mais para seguir construindo. No post anterior mencionei o q estou ouvindo, então acho q nem cabe eu colocar novamente aqui né?
Vou deixar aqui umas ultimas informações, tenho trabalhado com afinco e prazer. Tenho lido muito e quero agora me dedicar cada vez mais a entender por que a musica se tornou parte tão importante da minha vida, quero recuperar os sons q perdi, não quero deixar escapar nada de novo. Quero recomendar-lhes que leiam sobre o q lhes interesse, q ouçam, permitam-se este prazer, arranjem tempo para isto. Se for pra quebrar tudo q seja ao som do rock, se for o que tiver de ser, q seja com ritmo!

Se for para amar, ser feliz e nunca mais esquecer, que o seu coração seja o seu IPOD!

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15 comentários:

Abstratti disse...

Cara, sem palavras, curti muito teu texto (se eu chamar de 'post' vou estar diminuindo ele). É bonito ver como as pessoas se descobrem e mais legal ainda quando vemos que essa paixão sobre o rock, um estilo único e que em nosso país sofre um preconceito enorme, é forte e sincera. Bacana também é notar que em todo esse texto tu não usou aquela palavrinha - que eu odeio por sinal - que muitos usam para classificar seu gosto musical: eclético. Curti de verdade e me inspirei a fazer um próprio apanhado meu sobre o rock e tu serás o primeiro a ler.
grande abraço irmão!

Ricardo Finocchiaro

Emer disse...

Muito massa o teu texto!!! Apesar da minha trajetória no mundo da música ter sido muuuuito diferente da tua eu me identifiquei com parte dele!!! Curti a tua frase "...ouvindo Raulzito, comecei a ter respostas para todas as perguntas q não me foram respondidas na catequese..."....rs
abs

Renata Pimentel disse...

mas que mega retrospecto musical hein?? Otimo texto guri!
tenta parceria com blogs grandes, troca de links, teu talento merece ser lido por mais pessoas!! BEIJÃO Rê

Tiago Ferrari disse...

É....Tocante essa tua história com a música. Acho que essa arte transforma o nosso caráter, exatamente como tu descreveu tão bem nesse texto. Eu vejo muita poesia em música. Pessoalmente, não consigo escutar mais qq som que não tenha algum conteúdo por trás. (E olha que eu já escutei muito lixo.) Isso porque música com conteúdo é, acima de tudo, um desabafo de alguém que sorriu ou chorou por algum motivo forte. Existe uma música que o Bono fez para o pai dele, quando este estava morrendo. E esta música se tornou a minha favorita da banda, porque é possível sentir a dor do vocalista em cada palavra. Se puder, escuta: "sometimes you can't make it on your own" Um grande abraço brother.

malevolo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
malevolo disse...

Primeramente gracias por la citacion..
E parabens, pelas palavras e exelente narrativa. Espero que realmente esta palavras tenham a força e peso que nos passa. Gran abrazo amigo

Francisco disse...

Quando é que auto-bio-musico-disco-grafia sai nas bancas?
Afora a parte introspectiva todo o resto eu já sabia(pra quem não sabe ele é meu irmão). Um testo excelente ainda que muito extenso... se não fosse a foto do fim meus olhos já estariam tão cansados que eu não conseguiria postar, afinal, são 01:18 da manhã e tu ainda tá on line no msn :P

Rafael Salib disse...

lindo texto, queridão! Mas vale lembrar que, fora o Bebeco e Bixo da Seda, tudo o que eu ouvi de rock portoalegrense na minha vida não passam de uns dez dias, no máximo. meu cd da cachorro grande( o 1o) eu dei pra alguém faz muuuuito tempo..hahahah... Algumas coisas eu me lembro, outras não.hahah...principalmente o que diz respeito ao rock portoalegrense. eu disse dez dias? quis dizer 4 dias...

um bjão do amigo..

Natália disse...

ah, me emocionei.

Natália disse...

mas faltou o vitor ramil nisso tudo, faltou dizer que foste quem me iniciou nele :)

Anônimo disse...

Alvaro, adorei ler tua hist�ria musical. Algumas coisas temos em comum fui apresentada para Raul Seixa, Chico Buarque e Elis atrav�s dos cds encartados em ZH...Lembro bem nos tempos de faculdade a tua paix�o pela m�sica, e inevit�vel n�o lembrar de ti quando escuto a m�sica "Acorda Amor" do Chico...quantas manh�s eu entrava na sala de aula olhava pro fund�o e te via, rodeado de gente e sempre cantando:"Acorda amor, eu tive um pesadelo agora..." cl�ssico, sempre a mesma m�sica...boas lembran�as!!!
Abra�o. Nena

isabella vieira de bem disse...

Adorei. Se umbigo serve pralguma coisa, é pra isso.
Lembro da primeira reação sensível do álvaro à música: à trilha musical de fígaro, a ópera, num desenho de tom e jerry. Ele ainda não falava.... quando começou a falar, , e cantar, Monique, estou passando mal...

Brigado, filho, pela homenagem. Be happy.
Isabella

diegonzo disse...

oooo rapá
finalmente
isso é um manifesto

e, oq se faz depois de ler tudo isso
se mete um raulzito na veia
ah, meu, e ve se pára de chamar kid abelha de rock
pelamordideus

abrazzo

Mayana. disse...

Que retrospectiva bacana, essas narrativas nostálgicas - estilo anos 80 - andam bem fora de moda, até deu vontade mesmo de relembrar... (obrigada pela referência, lembrou bem, mas vale ressaltar que eu também tava ouvindo raul em casa nos tempos do rock anos 70 da escola. raul e nirvana (estranho, não? influencias de irmãs...) mas não contava nada pra ninguém, confesso,tinha uma vergonhazinha, porque não era coisa de menina. sabecumé...)hehheheh!
Legal não ter largado a "paixão musical", (já dizia nietzsche que não acreditaria em um deus que não soubesse dançar...)
Um beijão!
Maya.
Ei, e Charly Garcia e Fito Paez, não são bem vindos na tua lista??? (sou apaixonada nos latinos, trocamos figurinhas dia desses!)

Anelise Todt disse...

Não sei se eh assim q responde a um comentário no blog, mas ... Cartola é mesmo mto bom!